Comecei esta crônica pensando como seria o seu título. Araruta..., Será...!, Taí...!, Oxente !, e muitos outros. Claro que o título deve se harmonizar com o conteúdo. De repente abandonei todos e me fixei no escolhido. “A última página”. Sabem por que? Vejam só; durante estes 10 anos muito se falou e discutiu sobre o destino final da nossa Fundação, não é verdade? Pois bem, temos afinal uma solução para todas aquelas querelas. O longo segundo capítulo escrito ao longo de dez anos chegou ao fim. Como sabem, o primeiro encerrou-se com a decretação da intervenção. Estamos iniciando o terceiro capítulo que esperamos encerre a trama no formato previsto quando da instalação da nossa Fundação. De agora até a última página, tudo deve acontecer como previsto no primeiro capítulo. As incertezas, as dúvidas, as assombrações, os vexames, as rasteiras, os maus administradores, tudo isso é passado; faz parte da memória morta da nossa história. Interessante, idoso não tem como fazer contagem regressiva, a contagem do tempo é sempre mais um, até que um dia ... . Só mais uma coisinha. Sempre observei que em revistas e outras publicações, a última página contém quase sempre humorismo, palavras cruzadas, jogos de memória, piadas sem legenda e outras amenidades, como se faltasse assunto, como se houvesse cansaço, necessidade de relaxar. No nosso caso não será assim. Diferentemente também dos folhetins novelescos, onde tudo termina na maior correria, a última pagina da nossa história terá o fim que todos esperamos. A última página só terá um leitor que ao terminar a sua leitura viajará para a dimensão dos eleitos por Deus. Dessa forma, a nossa Fundação terá cumprido o seu papel. Assim será.
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